As mulheres do movimento "Damas de Branco", que agrupa a esposas e familiares de prisioneiros políticos em Cuba, realizaram neste domingo uma marcha pública pedindo ao mandatário provisório na ilha, Raúl Castro, a liberdade dos dissidentes encarcerados.

A porta-voz do movimento, Laura Pollán, disse durante o ato no que as mulheres partiram em silencio pelas ruas levando gladíolos e açucenas, que "o melhor que pode fazer como gesto de boa vontade (Raúl Castro) é soltar aos detentos para que vejam que já se estão cumprindo com os direitos humanos".

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Entre as mulheres que se manifestaram pela liberdade dos dissidentes frente à igreja da Santa Rita, em Miramar, a esposa do ex-preso político Oscar Espinosa, Miriam Leyva, disse que "o povo cubano merece uma situação nova, com mais participação e conciliação, merece partir para a democracia e a liberdade".

Nas paróquias do país se leu ontem um comunicado elaborado pela Conferência de Bispos Católicos de Cuba para pedir que Deus acompanhe ao Fidel Castro em sua enfermidade, ilumine seu irmão Raúl em suas novas tarefas de governo e a Virgem da Caridade, padroeira de Cuba, vele pela paz no país.